“Criaste o homem um pouco menor quer os anjos” (Sl 8:5). Em maior ou menor intensidade, todos nós já nos sentimos inferiorizados. Nestes momentos tendemos a perceber os outros como uma enorme ameaça a nós, tão pequenos e indefesos. Achamos que todos abusam de nossa enorme, boa vontade e bondade. Quando nos diminuímos parece que mais os outros ocupam o nosso espaço. Isso nos permite compreender o que chamamos de complexo de inferioridade, o sentir-se incapaz, inferior, sem auto estima. A origem desse complexo é nossa necessidade de nos sentimos aceitos pelos outros. Assim nos transformamos naquilo que supomos que os outros desejam que fossemos. Ou seja, concedemos aos outros o poder de decidir nossas necessidades, e inconscientemente, renunciarmos a nossa capacidade natural de conduzir a própria vida, exatamente por nos considerarmos incapazes. Ao recusar a própria necessidade de aceitação colocamo-nos como vitimas de um mundo hostil. Quando ansiamos que o outro nos aceite ou cuide de nossos interesses mesmo “sem querer”, acabamos por permitir que interfiram em nossa vida, nos julgue, critique, nos manipule, confirmando cada vez mais a nossa incapacidade. Assim, deixamos de agir e fazer algo por nós mesmos criando uma dependência da aprovação e amor do outro. Na verdade não é o amor e a aceitação do outro que fará com que nos sintamos mais ou menos inferiorizados e sim a aceitação que temos de nosso próprio “eu”. A fonte para suprir nossas necessidades esta em nós e não no outro. As vezes as pessoas reforçam seu sentimento de inferioridade propondo-se objetivos inatingíveis, pois não conseguindo alcançá-los confirmam sua crença pessoal do quanto são incapazes. No dia a dia, insistimos tanto em seguir as crenças e os modelos ditados pelos outros, que nos tornamos surdos dos nossos próprios desejos e necessidades para romper este ciclo, é preciso entrar em contato com suas verdades, lembrando-se do que gostava quando criança, o queria para você, quais eram seus sonhos e quais são agora. Assim começará a identificar quem realmente é e o quanto pode tornar-se importante, não para os outros, mas para você mesmo. Quando agimos ou falamos de acordo com nossos valores, sentimos mais respeito por nós mesmos e passamos a exercitar nosso poder de escolha e decisão. Na verdade, quando sentimos que estão ultrapassando nossos limites é porque nós próprios não os respeitamos. Ninguém pode interferir em seu mundo interior, a menos que você permita. Enquanto você estiver começando a entrar em contato com seus reais sentimentos, desejos e vontades agradem-se, gratifique-se, seja com uma palavra de incentivo ou um presente para você mesmo. Reconheça cada conquista que você galgou, cada degrau alcançado que foi com muito sacrifício muitas lutas. Faça algo que o deixe feliz, que te deixe realizado (a); assumir a responsabilidade sobre sua própria vida é assumir a liberdade que a vida lhe dá, e com, certeza, a vida pode oferecer muitos momentos ricos, é só você acreditar, primeiro em você, porque nesse momento já estará acreditando na vida!
Causas do complexo de inferioridade
Esse complexo pode ser provocado por vários motivos, reais ou irreais como por exemplo um defeito físico, uma situação econômica ou social difícil, ou simplesmente pela recordação de um fracasso perante um obstáculo que não foi possível vencer.O complexado (a) preocupa compensar sua insuficiência real ou suposta, seja na tentativa de sobressair em qualquer atividade física artística ou cultural o que constitui uma reação positiva, seja procurando vencer seu estado de inferioridade por artimanhas agindo conscientemente ou inconscientemente com astucia e cautela a fim de apresentar aos outros caracteres que realmente não possui.Muitos, devido a situação oriunda de raça, cor, situação sócio econômica e outros têm deixado de viver suas vidas e quantos tem se enclausurado achando que não são capazes.Adler escreveu: “o homem é um ser inferior, mas esta inferioridade que lhe é inerente, da qual ele toma consciência num sentido de limitação e insegurança, age como um sortilégio estimulante a fim de descobrir uma via por onde realizará a adaptação a esta vida e a fim de nivelar as desvantagens da posição humana na natureza”.Em outras palavras, o homem é um ser limitado devido a sua própria condição de criação e criador mas tomando consciência disto, Deus, o criador fez o homem com condições suficientes para galgar e crescer.
Conclusão: O assunto é muito vasto, pois o complexo de inferioridade é algo que esta bem perto de nós. Muitas vezes quando as coisas não saem como desejamos, a tendência é achar que os outros são melhores do que nós, trabalhe na sua auto-estima, ela precisa estar sempre em alta, você precisa se sentir capaz naquilo que você faz. A palavra de Deus nos garante que “em Cristo somos mais que vencedores”. Todas as vezes que se sentir desvalorizado, auto-estima baixa, procure ajuda, converse com alguém que seja otimista, que vá ver em você esta pessoa especial que você é! Fuja dos pessimistas!!! Em que acha que tudo é ruim, que tudo esta difícil, as coisas difíceis e ruins vem, mas vão passar. O autor da vida quer que nós olhemos para Ele, busquemos força n’Ele e ele fará com que você se sinta mais do que vencedor!!!Nas radiografias sociológicas, o complexo de inferioridade é identificado como uma mancha que parece colocada à personalidade, como certas manchas de nascença.O homem ou a mulher que sofre deste mau, precisa desenvolver um alto grau de auto estima, eis aqui algumas dicas.
1- Se valorize. Você é único e especial, não existe outra pessoa com sua identidade. Você é você!2- Se ame. O amor a si próprio é algo profundo e ensino do Senhor Jesus; “amarás o teu próximo como a ti mesmo”.3- Crie metas e alcance-as. Analise cada uma delas e viva todo o seu esforço para alcançá-las.4- Faça amigos. Amigos otimistas e invista nesta amizade.5- Ore, busque a Deus. A essência de Deus com seu atributo moral é te valorizar pois você é obra das mãos Dele.6- Renuncie a palavra derrota e fracasso.
Olhe para frente!!!SHALOM ADONAIC.MARCEL